"Há dias assim… dias em que me recolho ao meu silêncio de menina-mulher que quer desmontar o livro da vida para lhe descobrir os segredos e os desígnios…" (palavrasaovento.blogs.sapo.pt)

05
Set 09

 

 

 Genuina e pacificamente feliz. É como me sinto. Neste momento, hoje, a semana inteira. Tenho-me sentido plena. Não sei se consegues perceber como é que a euforia que sempre viste reflectida nos meus olhos (e no riso que se afirmava mais poderoso que qualquer força natural), e que me catalogava como espirituosamente feliz , deu lugar à serenidade luminosa do sorriso que vês agora. A esta felicidade não dou nome, assiste por ti próprio ao seu florescer. Aprendemos juntos que nem tudo tem de ter nome, e mesmo que tentemos por todas as formas encaixar um sentimento num nome-comum que outras pessoas criaram não resulta. Os sentimentos querem-se livres, auntónomos, para que permaneçam puros e verdadeiros.

 Ás vezes apetece-me mesmo perguntar-te o que é 'isto', mas acabo por me reduzir ao silêncio de um olhar recíproco, tão profundo olhado de frente (também diferente de tudo o resto que conhecemos), porque ele concorda que este é um espaço que deve ser deixado em branco, porque o preenchimento tem cores que a razão desconhece, e portanto não é percepcionado como realmente é. Mais vale deixar o coração assumir todas as cores que se ocupam de nós. O Amor não tem cor fixa, e a cor da paixão desmedida não se adapta à distância muda entre tu e eu. Não agora.

 Agora,

sabes o quanto vale só por si? Vale a felicidade espontânea que me tem preenchido. Vale bem mais, eu é que ainda o estou a descobrir. Vale todos os nomes-comuns que nunca se aplicarão a nós, nem ao ontem nem ao amanhã. O Agora é para mim o sol que me ilumina os olhos, sem filtros de defesa, sem a resistência de olhar para baixo nem a negação dos olhos cerrados. São os olhos abertos como braços, prontos para receber o sol sem o sufocar em mim, até porque o seu calor penetra mais fundo se não for empurrado contra a minha pele. É assim que aprendo a saborear-te no presente: sem planos de futuro nem flashbacks do passado, pois eles nunca são fiéis. Mas, no Agora, tu existes exactamente como és, sem a névoa de sonho lançada sobre ti.

 É por isso que te quero manter como a tarde de sol que és na minha vida. Prolonga-te e dissipa-te na minha paisagem, porque serás bem-vindo sempre que lhe quiseres juntar a tua luz.

 

 

Foi a Ni às 22:18
Sinto-me: Iluminada
A ouvir: Ana Carolina & Seu Jorge - É isso aí
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Foi dito':
Também me sinto assim, mas é porque estive o dia deitada na praia a relaxar. :b
Filipa a 9 de Setembro de 2009 às 06:44

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